15 de janeiro de 2026

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TRUMP ADMITE USO DA FORÇA PARA ADQUIRIR A GRONELÂNDIA

 WASHINGTON, 6 de Janeiro (Xinhua) — O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que a sua administração está a ponderar várias opções para adquirir a Gronelândia, território autónomo da Dinamarca, incluindo o eventual recurso à força militar.

A informação foi avançada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que afirmou que a aquisição da Gronelândia é vista como uma prioridade estratégica de segurança nacional, sobretudo face à disputa geopolítica no Árctico.

O vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, afirmou que é posição formal do governo norte-americano que a Gronelândia deveria integrar os Estados Unidos, acrescentando que nenhum país estaria disposto a enfrentar militarmente Washington.

Trump reforçou a ideia numa entrevista, declarando que os EUA “precisam da Gronelândia para defesa”, sugerindo ainda que a intervenção na Venezuela pode não ser um caso isolado.

Horas após a captura de Nicolás Maduro, uma publicação nas redes sociais feita por aliados próximos de Trump, com a bandeira dos EUA sobre o mapa da Gronelândia, intensificou as tensões diplomáticas.

REAÇÃO DA GRONELÂNDIA, DINAMARCA E EUROPA

O Primeiro-Ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, rejeitou categoricamente a ideia, afirmando que o território “não pode ser tomado por vontade alheia”. A Primeira-Ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, advertiu que qualquer ataque dos EUA a um país da NATO colocaria em risco toda a arquitectura de segurança construída desde a Segunda Guerra Mundial.

Líderes da França, Alemanha, Itália, Polónia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca emitiram uma declaração conjunta sublinhando que apenas a Dinamarca e a Gronelândia têm legitimidade para decidir o futuro do território.

RISCO ESTRATÉGICO GLOBAL

Analistas consideram que uma eventual anexação da Gronelândia seria uma catástrofe estratégica para os próprios Estados Unidos, minando alianças históricas e a confiança internacional.

“Num mundo de imperialismo, o apetite cresce à medida que se come”, alertou o analista Casey Michel, sublinhando que tal acção poderia desencadear instabilidade global e reacções em cadeia.

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