Técnica de Estatística Sanitária encontrada morta numa lixeira em Ndlhavela
Uma jovem técnica de Estatística Sanitária, afecta à Direcção Distrital da Mulher e Acção Social da Matola, foi encontrada morta numa lixeira do bairro de Ndlhavela, nas proximidades da Igreja Católica local, num caso que volta a expor a face crua da violência que assola a província de Maputo.
Trata-se de Luísa Moiane, funcionária pública que estava dada como desaparecida desde o dia 8 de Janeiro de 2026, data em que saiu de casa com destino ao local de trabalho e nunca mais regressou. Familiares e colegas haviam iniciado diligências informais na tentativa de localizar a jovem, sem sucesso.
O corpo foi localizado na quinta-feira, dia 10, abandonado numa lixeira a céu aberto, apresentando sinais evidentes de violência, segundo fontes no local. As circunstâncias em que o cadáver foi encontrado apontam para um crime violento, embora as autoridades ainda não tenham avançado detalhes oficiais sobre as causas da morte.

Até ao momento, a Polícia da República de Moçambique (PRM) não se pronunciou publicamente sobre o caso, nem confirmou a abertura formal de um processo criminal, o que tem gerado indignação e inquietação entre familiares, colegas de trabalho e residentes do bairro.
A morte de Luísa Moiane junta-se a uma sequência preocupante de óbitos trágicos e violentos, sobretudo envolvendo mulheres jovens, na província de Maputo. Organizações da sociedade civil e activistas dos direitos humanos têm, reiteradamente, alertado para o recrudescimento da violência baseada no género e para a necessidade de respostas mais firmes e céleres das autoridades.
Em sinal de respeito pela dignidade humana e pela memória da vítima, não serão divulgadas imagens do corpo, nem detalhes gráficos da cena.

Enquanto a família aguarda por respostas, cresce a pressão pública para que as autoridades esclareçam o caso, identifiquem os responsáveis e garantam que a justiça não fique, mais uma vez, pelo caminho. Aqui não há espaço para silêncio institucional. A vida perdeu-se; agora é tempo de verdade e responsabilização.