MATOLA: ARRANCAM EM BREVE OBRAS DE DRENAGEM PARA O BAIRRO SIKWAMA
O Presidente do Município da Matola, Júlio Parruque, garantiu esta semana a construção de um sistema de drenagem de grande porte com vista a mitigar, de forma definitiva, os problemas recorrentes de inundações no bairro Sikwama, uma das zonas mais vulneráveis da urbe.
A garantia foi dada durante uma visita de trabalho ao local, onde o edil explicou que a infraestrutura projectada terá uma extensão aproximada de dois quilómetros e irá estabelecer a ligação hidráulica entre os bairros de Sikwama, Liberdade e Fomento, assegurando o escoamento adequado das águas pluviais para pontos de drenagem seguros.

Segundo fontes municipais, citadas pela Miramar, as obras estruturantes deverão arrancar dentro de um prazo estimado de três meses, estando actualmente em curso intervenções de carácter emergencial. Estas acções provisórias visam minimizar os impactos imediatos das chuvas, facilitando o escoamento das águas acumuladas e garantindo a circulação de pessoas e bens, sobretudo em zonas críticas onde a mobilidade tem sido severamente condicionada.
O bairro Sikwama figura entre os mais afectados pelas cheias na cidade da Matola, com cerca de 300 famílias em situação considerada crítica, expostas a riscos sanitários, destruição de bens e interrupção da vida normal. A edilidade reconhece que a solução definitiva implica medidas sensíveis, incluindo o reassentamento de várias famílias e a demolição de algumas construções erguidas em áreas que bloqueiam o percurso natural das águas.

De acordo com o Presidente do Município, estas intervenções serão conduzidas de forma faseada e coordenada, respeitando os procedimentos legais e salvaguardando, sempre que possível, a dignidade das famílias abrangidas. “Não é uma decisão fácil, mas é necessária para proteger vidas e evitar que o problema se repita ano após ano”, sublinhou Parruque.
O edil reafirmou ainda que a monitoria das acções de resposta às chuvas intensas e às cheias continua em toda a cidade da Matola, com equipas técnicas no terreno e articulação permanente com os bairros mais afectados, numa altura em que a época chuvosa continua a exigir vigilância apertada.
As autoridades municipais apelam à colaboração da população, alertando que a drenagem urbana é um esforço colectivo: obras ajudam, mas sem respeito pelos canais naturais e sem gestão adequada de resíduos, o problema volta. É simples, directo e realista. A cidade só aguenta se todos fizerem a sua parte.