🚐 PROVÍNCIA DE MAPUTO APROVA NOVAS TARIFAS E TRANSPORTE INTERDISTRITAL FICA 20% MAIS CARO

A subida do custo do transporte voltou a colocar milhares de passageiros da Província de Maputo diante de uma realidade apertada: viajar passou a custar mais caro. Entre terminais movimentados, filas extensas e bolsos cada vez mais comprimidos, a Assembleia Provincial de Maputo aprovou, esta segunda-feira (19), novas tarifas para o transporte interdistrital de passageiros, numa decisão que promete gerar impacto directo na vida diária das famílias.
Segundo a deliberação aprovada por unanimidade durante uma Sessão Extraordinária da Assembleia Provincial, a tarifa passa de 1,5 meticais para 1,8 meticais por passageiro e por quilómetro, representando um agravamento de cerca de 20 por cento em relação aos preços anteriormente praticados.

Na prática, um trajecto que anteriormente custava 15 meticais passará agora para 18 meticais, cenário que deverá afectar sobretudo trabalhadores, estudantes e pequenos comerciantes que dependem diariamente do transporte semi-colectivo e interurbano para se deslocarem entre distritos da província.
Durante a sessão, o governador da Província de Maputo, Manuel Tule, reconheceu os desafios enfrentados tanto pelos operadores como pelos passageiros, defendendo, no entanto, a necessidade de maior rigor na fiscalização do sector.

O dirigente manifestou preocupação com práticas consideradas abusivas por parte de alguns transportadores, incluindo o encurtamento irregular de rotas, cobranças acima das tarifas autorizadas e lotação excessiva das viaturas, situações frequentemente denunciadas pelos utentes nos principais corredores da província.
“É necessário reforçar a fiscalização para garantir que o passageiro viaje com dignidade e pague apenas o valor legalmente estabelecido”, defendeu o governador durante a sua intervenção.
A revisão tarifária surge num contexto marcado pela subida contínua dos custos operacionais no sector dos transportes, sobretudo combustível, peças de reposição e manutenção das viaturas, factores que, segundo associações de transportadores, vinham tornando insustentável a manutenção das tarifas anteriores.

Entretanto, a medida já começa a gerar reacções entre passageiros, muitos dos quais receiam um efeito em cadeia sobre o custo de vida. Em terminais rodoviários e paragens da província, o sentimento dominante é de preocupação, numa altura em que várias famílias enfrentam dificuldades económicas agravadas pelo aumento dos preços de produtos básicos e serviços essenciais.
Analistas locais consideram que o verdadeiro desafio das autoridades será garantir equilíbrio entre a sustentabilidade dos operadores e a protecção dos cidadãos, evitando que o aumento aprovado se transforme em espaço para cobranças arbitrárias e desrespeito pelas rotas oficialmente estabelecidas.

Com a entrada em vigor das novas tarifas, espera-se agora o reforço das acções de inspecção e monitoria por parte das autoridades competentes, numa tentativa de travar excessos e devolver alguma confiança aos passageiros que, diariamente, atravessam longas distâncias em busca de sustento, estudo e sobrevivência.