Um agente da Polícia da República de Moçambique afecto à Unidade de Intervenção Rápida (UIR) encontra-se detido na cidade de Maputo, suspeito de envolvimento na comercialização ilícita de acessórios de viaturas, num caso que está a ser investigado pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).
O agente, identificado como Artur Blante Chaperuca, de 43 anos de idade, foi detido na tarde de ontem no Mercado Estrela Vermelha, localizado no bairro do Alto Maé. Na mesma operação foi igualmente detido um comerciante, Leitino Bulha Siconela, de 32 anos de idade, residente no bairro de Matlemele, apontado pelas autoridades como presumível comprador do material em causa.
A detenção resultou de uma acção operativa conduzida por investigadores do SERNIC, em coordenação com a 6.ª Esquadra da PRM, no âmbito das acções de fiscalização destinadas a combater o comércio ilegal de peças automóveis em mercados informais da capital do País.
Durante a operação, as autoridades apreenderam um conjunto considerável de acessórios de viaturas cuja proveniência está a ser apurada. Entre os materiais recolhidos constam 23 faróis (spotlights) pertencentes a diferentes tipos de viaturas, um farol traseiro esquerdo de marca Toyota D4D, dois espelhos retrovisores de viaturas Toyota Dina e um reflector do lado direito de uma viatura.
Fontes ligadas à investigação indicam que há fortes indícios de que os acessórios estariam a ser comercializados de forma ilegal no interior do mercado. Parte do material, segundo as mesmas fontes, terá sido fornecido pelo próprio agente ao comerciante detido.
Informações preliminares apontam ainda que Artur Blante Chaperuca integrou uma operação conjunta realizada no dia 28 de Fevereiro de 2026 no mesmo Mercado Estrela Vermelha, acção que visava precisamente combater o comércio ilícito de peças de viaturas naquele local. Na ocasião, foram apreendidas várias toneladas de acessórios automóveis de proveniência suspeita.
De acordo com os investigadores, existe a suspeita de que o agente se tenha apropriado de parte do material recolhido durante aquela operação, com o intuito de o revender posteriormente no próprio mercado onde havia participado na acção policial.
Quando confrontado pelas autoridades sobre a origem dos acessórios, o agente alegou que teria recuperado os materiais durante patrulhas nocturnas, supostamente na posse de indivíduos em situação de rua, cujas identidades afirmou desconhecer. Contudo, a explicação é considerada pouco consistente pelas autoridades, que prosseguem com diligências para esclarecer as circunstâncias do caso.
Os dois suspeitos encontram-se actualmente detidos nas celas da 6.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique, enquanto os acessórios apreendidos permanecem sob custódia da brigada do Serviço Nacional de Investigação Criminal afecta àquela subunidade policial.
Fontes policiais indicam que, concluídas as diligências preliminares, os detidos deverão ser apresentados ao Ministério Público para efeitos de responsabilização criminal.
Entretanto, as autoridades reiteram que continuam a intensificar as acções de fiscalização em mercados informais da cidade de Maputo, numa tentativa de travar o comércio ilícito de peças automóveis, prática frequentemente associada a redes de furto e desmantelamento de viaturas.
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