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EUA lançam ataques contra a Venezuela e provocam forte condenação internacional

Durante a madrugada de sábado, 3 de Janeiro, as Forças Armadas dos Estados Unidos lançaram uma série de ataques militares contra a Venezuela, numa acção que, segundo relatos, resultou na captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da sua esposa, posteriormente retirados do país.

A operação militar norte-americana gerou imediata e ampla condenação internacional, com vários países e organizações a exigirem uma resposta global coordenada e o respeito pelo direito internacional.

De acordo com a agência chinesa Xinhua, explosões de grande intensidade foram registadas em Caracas e noutras regiões do país. Um correspondente da agência na capital venezuelana relatou a presença de aeronaves a voar a baixa altitude, colunas de fumo em diferentes pontos da cidade e moradores a fugir pelas ruas em pânico.

Imagens e vídeos divulgados nas redes sociais mostram danos visíveis em zonas urbanas e breves cortes de energia eléctrica, incluindo numa base militar em Caracas. A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) chegou a proibir voos comerciais norte-americanos no espaço aéreo venezuelano, alegando “actividade militar em curso”.

Horas depois dos ataques, a correspondente da CBS na Casa Branca, Jennifer Jacobs, afirmou que a ofensiva teria sido ordenada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informação também confirmada pela FOX News com base em fontes oficiais norte-americanas.

Mais tarde, o próprio Trump publicou numa rede social que os Estados Unidos realizaram “com sucesso” uma operação militar em larga escala, confirmando a captura de Nicolás Maduro e da sua esposa.

Entretanto, a Vice-Presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou, em transmissão pela televisão estatal, que o paradeiro do Presidente e da Primeira-Dama é desconhecido, exigindo provas de que ambos se encontram vivos.

O Governo venezuelano classificou a acção como uma “agressão militar” dos Estados Unidos, acusando Washington de atacar alvos civis e militares em pelo menos quatro estados do país: Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira. Caracas sustenta ainda que a ofensiva viola de forma flagrante a Carta das Nações Unidas e os princípios do direito internacional.

Segundo as autoridades venezuelanas, a presença militar norte-americana no Caribe vinha sendo reforçada há meses, sob o argumento de combate ao narcotráfico, uma justificação que a Venezuela sempre denunciou como tentativa de promover uma mudança de regime no país.

A reacção internacional foi imediata. O Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, apelou à convocação urgente da Organização dos Estados Americanos (OEA) e das Nações Unidas, afirmando que “Caracas está a ser bombardeada” e que a Venezuela foi atacada.

Em Cuba, o Presidente Miguel Díaz-Canel condenou o que chamou de “ataque criminoso dos Estados Unidos”, classificando a acção como terrorismo de Estado contra o povo venezuelano e contra a América Latina.

A Rússia também manifestou profunda preocupação. O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo afirmou que os Estados Unidos cometeram um acto de agressão armada, sem qualquer fundamento legítimo. Konstantin Kosachev, vice-presidente do Conselho da Federação da Rússia, sublinhou que a Venezuela não representa ameaça aos EUA e que a ordem internacional deve basear-se no direito internacional, e não em regras impostas unilateralmente.

O Irão condenou veementemente os ataques, considerando-os uma violação clara da soberania e da integridade territorial da Venezuela, apelando às Nações Unidas e à comunidade internacional para uma condenação imediata e explícita da acção norte-americana.

A Espanha, por sua vez, apelou à desescalada do conflito, à moderação das partes envolvidas e ao respeito pelo direito internacional.

A China também se pronunciou sobre a situação. O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês reiterou o respeito pela soberania e independência da Venezuela e reafirmou a oposição a qualquer uso ou ameaça do uso da força, defendendo que nenhum país tem o direito de impor a sua vontade sobre outro.

Até ao momento, a situação permanece tensa, com a comunidade internacional a acompanhar de perto os desenvolvimentos e a exigir esclarecimentos sobre o paradeiro do Presidente venezuelano e as reais consequências da ofensiva militar. 

Emuel Moisés

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