A forte subida do caudal do rio Incomati, na sequência das chuvas intensas que continuam a afectar grande parte da região sul do país, está a colocar em risco iminente a Estrada Nacional Número Um (EN1), no troço que liga a localidade de 3 de Fevereiro a Incoloane, no distrito da Manhiça.
Informações recolhidas junto de fontes locais e confirmadas por técnicos da Administração Nacional de Estradas (ANE) indicam que, devido ao transbordo do rio, mais de três quilómetros da EN1 encontram-se completamente submersos. As águas avançaram sobre a plataforma rodoviária, atingindo igualmente algumas pontes, numa via considerada estratégica por assegurar a ligação entre a cidade de Maputo, a província de Maputo e o interior do país.
Face ao agravamento da situação e ao elevado risco de corte total da estrada, a ANE determinou a suspensão imediata da circulação de viaturas naquele troço. A medida deixou centenas de viaturas de transporte público e privado, bem como passageiros, retidos em ambas as margens, enquanto se aguarda pela descida do nível das águas ou pela definição de rotas alternativas.
Entretanto, cresce a preocupação em torno da ponte sobre o rio Chulavecane, que apresenta sinais visíveis de instabilidade estrutural. Técnicos no local alertam que, caso o caudal do Incomati continue a aumentar, não está descartada a possibilidade de a infraestrutura ceder, o que poderá agravar ainda mais o isolamento rodoviário da região.
As autoridades rodoviárias e de protecção civil mantêm-se no terreno a monitorar a evolução da situação hidrológica, numa altura em que as previsões meteorológicas continuam a apontar para a ocorrência de chuvas persistentes no sul de Moçambique.
Perante o cenário, a população é aconselhada a reprogramar viagens, evitar deslocações desnecessárias e adoptar rotas alternativas sempre que possível. As autoridades apelam igualmente à máxima prudência dos utentes da via, sublinhando que a segurança de pessoas e bens deve prevalecer enquanto se avalia o comportamento do rio e a resistência das infra-estruturas afectadas.
A EN1 é considerada a espinha dorsal da rede viária nacional, e qualquer interrupção prolongada neste troço poderá ter impactos significativos na circulação de pessoas, bens e serviços entre o sul e o restante território nacional. As entidades competentes garantem que novas informações serão disponibilizadas à medida que a situação evoluir.
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