Um homem de 35 anos voltou a cair nas malhas da Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Maputo, suspeito de ter tirado a vida da própria esposa, no bairro de Chamanculo, alegadamente movido por ciúmes. O crime, ocorrido no início da semana, foi perpetrado com recurso a uma garrafa, usada como arma para desferir golpes fatais contra a vítima.
De acordo com as autoridades, o indivíduo em causa não é um desconhecido do sistema de justiça. Informações preliminares indicam que o suspeito possui um histórico criminal marcado por violência extrema. Em 2024, terá sido responsabilizado pela morte da sua então esposa e cumpria pena numa cadeia de máxima segurança. Contudo, fugiu durante a evasão massiva de reclusos registada em Dezembro daquele ano — episódio que ainda hoje levanta várias interrogações sobre o controlo penitenciário no país.
Agora, quase um ano depois, o mesmo cidadão volta a ser detido, mais uma vez acusado de feminicídio. Fontes policiais avançam que, após desconfiar de uma alegada traição, o homem terá atacado a esposa sem qualquer tentativa de diálogo ou mediação, provocando-lhe ferimentos graves que resultaram na sua morte imediata.
Apesar de todo o historial, o indiciado nega firmemente ter estado detido anteriormente por crime semelhante, tentando, segundo a polícia, distanciar-se dos factos que constam nos registos oficiais.
A PRM, por seu turno, assegura não ter margem para dúvidas quanto à reincidência do acusado, sublinhando que se trata de um comportamento que reflecte padrões de violência já conhecidos. As autoridades apelam aos cidadãos para recorrerem às instituições vocacionadas para mediar conflitos familiares, em vez de enveredarem por actos passionais que abalam profundamente o tecido social.
Num país onde os casos de violência doméstica continuam a aumentar, este episódio reforça a urgência de maior vigilância comunitária, apoio às vítimas e mecanismos mais robustos para travar reincidências. Como sempre, a polícia promete seguir o caso até às últimas consequências, enquanto a comunidade de Chamanculo tenta recompor-se de mais um crime que podia ter sido evitado.
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