A Direção Provincial de Migração da Cidade de Maputo arrancou com uma intensa campanha de sensibilização e fiscalização nos bairros da capital, visando travar a imigração clandestina e estancar a onda de desinformação à volta da emissão de documentos de viagem, com particular destaque para o chamado “passaporte castanho”. A iniciativa surge num contexto de forte pressão migratória, impulsionada pelo recente fluxo de regresso de compatriotas que se encontravam na vizinha África do Sul.
O porta-voz da Direção Provincial de Migração, Dr. Felizardo Jamaca, esclareceu publicamente os moldes de atribuição do documento de viagem para mineiros e trabalhadores sazonais, desfazendo equívocos que têm gerado enchentes e especulação nos postos de atendimento.
O responsável sublinhou que este livrete não é de emissão geral nem se destina ao público comum:
De modo a reforçar a segurança pública e o controlo de permanência de estrangeiros, as autoridades migratórias iniciaram sessões de capacitação dirigidas aos secretários de bairro, líderes comunitários e chefes de quarteirão do Distrito Municipal KaMaxaquene.
Segundo as autoridades, a intenção é articular as normas da Lei de Migração em vigor com o quotidiano das comunidades:
Entre os moradores locais, a medida é acolhida com agrado, mas surgem alertas sobre a necessidade de capacitação efetiva das estruturas tradicionais. Geraldo, morador de KaMaxaquene, defendeu que as orientações teóricas devem ser acompanhadas de formação técnica prática:
“A maioria dos chefes de quarteirão nunca viajou para fora do país e não tem capacidade técnica para distinguir um documento estrangeiro autêntico de um falso. É preciso dar-lhes ferramentas reais de verificação.”
O munícipe apontou ainda a vulnerabilidade socioeconómica como um fator que empurra alguns compatriotas a arrendar ou vender as suas habitações a cidadãos estrangeiros devido à falta de rendimentos para a sua própria manutenção. Não obstante os desafios do custo de vida, Geraldo reiterou a tradição de hospitalidade de Moçambique, advertindo, contudo, que os imigrantes oriundos de países como a África do Sul, Nigéria ou Ruanda devem regularizar a sua situação migratória:
“Moçambique sempre foi e continuará a ser uma terra de portas abertas e hospitaleira. Contudo, para manter uma convivência sã e harmoniosa nas nossas comunidades, é fundamental haver diálogo e que todos os cidadãos estrangeiros tratem os seus documentos de forma legal e transparente.”
As operações conjuntas de fiscalização e os encontros de sensibilização comunitária deverão estender-se a outros distritos municipais da capital moçambicana nas próximas semanas.
Seis garimpeiros terão perdido a vida na madrugada desta quinta-feira, na sequência do desabamento de…
Pelo menos seis operadores mineiros artesanais (populardamente conhecidos como garimpeiros) perderam a vida na madrugada…
O Tribunal Judicial da Cidade de Pemba ordenou a devolução dos equipamentos electrónicos apreendidos ao…
O futebol moçambicano dá um passo significativo no fortalecimento da sua capacidade logística e competitiva.…
Funcionários trabalham em um canteiro de obras do projeto ferroviário China-Quirguistão-Uzbequistão, em Jalalabad, Quirguistão, em…
PEQUIM, 28 de agosto (Xinhua) -- A visita do presidente chinês Xi Jinping ao Egito…