O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, declarou esta quinta-feira, na cidade da Beira, a abertura oficial do Ano Lectivo de 2026, reiterando que a educação continua a ser o principal alicerce para a conquista da Independência Económica do País.
Falando perante professores, alunos, dirigentes do sector e parceiros de cooperação, o Chefe do Estado sublinhou que o papel da escola evoluiu com o tempo, mas mantém-se central no projecto nacional de desenvolvimento.
“Se ontem a escola era a base para a conquista do poder político, hoje deve ser a base para a conquista do poder económico”, afirmou, numa mensagem clara dirigida sobretudo às novas gerações.
A cerimónia ficou igualmente marcada pela inauguração da nova Escola Básica Completa do Esturro, que passa a contar com 46 salas de aula, criando melhores condições de aprendizagem para centenas de crianças num dos bairros mais populosos da Beira.
Foi ainda inaugurada a Escola Secundária da Manga, totalmente reabilitada após os severos danos causados pelo Ciclone Idai, que em 2019 destruiu grande parte das infra-estruturas sociais da cidade. A reabertura da escola simboliza, segundo as autoridades, a resiliência do sistema educativo face às mudanças climáticas e às calamidades naturais.
Durante a sua intervenção, o Presidente da República destacou os resultados alcançados pelo Programa de Mentoria Escolar Somos Luz, implementado em escolas públicas com o objectivo de reduzir o abandono escolar e melhorar o aproveitamento pedagógico.
De acordo com dados apresentados na cerimónia, o programa registou:
Até ao momento, 387 mentores acompanharam cerca de 2.100 alunos, com o programa já em expansão para as províncias de Sofala, Nampula, Cabo Delgado e Zambézia.
O Presidente Chapo defendeu que investir na educação é investir directamente na economia nacional, frisando que a formação de capital humano qualificado é condição indispensável para reduzir a pobreza, gerar emprego e aumentar a competitividade do País.
Fontes do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano indicam que o Ano Lectivo de 2026 arranca com o desafio acrescido de garantir inclusão, qualidade de ensino e resiliência das infra-estruturas, num contexto marcado pelos impactos recorrentes das mudanças climáticas.
Com a abertura oficial do ano escolar, o Governo renova o compromisso de colocar a educação no centro das políticas públicas, não como discurso bonito, mas como ferramenta prática para transformar conhecimento em produção, rendimento e autonomia económica. Aqui não há atalhos: sem escola forte, não há futuro sólido.
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