A cidade de Quelimane acolhe, desde esta segunda-feira, um encontro de trabalho que reúne gestores municipais e parceiros de cooperação com o objectivo de discutir estratégias para tornar as cidades mais resilientes aos desastres naturais.
A iniciativa enquadra-se no programa internacional promovido pelo United Nations Office for Disaster Risk Reduction (UNDRR), no âmbito da plataforma Making Cities Resilient 2030, que apoia os municípios na adopção de políticas e ferramentas técnicas para a redução de riscos e fortalecimento da capacidade de resposta.
Durante três dias, os participantes vão debruçar-se sobre soluções práticas para enfrentar fenómenos naturais cada vez mais frequentes e intensos em Moçambique, com destaque para ciclones tropicais, inundações e tempestades severas — eventos que têm provocado perdas humanas e avultados prejuízos materiais, sobretudo nas zonas urbanas costeiras e ribeirinhas.
Na sessão de abertura, o presidente do Conselho Autárquico de Quelimane, Manuel de Araújo, defendeu a necessidade de uma mudança de paradigma no ordenamento urbano, sublinhando que o crescimento acelerado das cidades deve ser acompanhado por uma planificação rigorosa e baseada em evidências.
“O desenvolvimento urbano não pode continuar a ignorar as zonas de risco. É fundamental que as cidades se organizem melhor, identifiquem as suas vulnerabilidades e adoptem medidas concretas de prevenção”, afirmou o edil, citado por órgãos locais como a Rádio Moçambique e o jornal Notícias.
O encontro conta com a participação de delegações provenientes de várias autarquias do país, nomeadamente Beira, Vilanculos, Chiúre e Alto Molócuè — municípios que enfrentam, com diferentes níveis de intensidade, os impactos das mudanças climáticas.
Ao longo do workshop, os participantes irão partilhar experiências locais, analisar boas práticas e discutir instrumentos de planeamento urbano resiliente, incluindo sistemas de alerta precoce, gestão de drenagem urbana, ordenamento territorial e construção de infra-estruturas mais seguras.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Moçambique figura entre os países mais expostos a eventos climáticos extremos na região da África Austral. Nos últimos anos, ciclones como Idai, Kenneth e Freddy evidenciaram fragilidades estruturais nas cidades, particularmente no que respeita à ocupação desordenada de zonas de risco.
Neste contexto, iniciativas como a plataforma Making Cities Resilient 2030 ganham relevância, ao promoverem uma abordagem integrada que combina planeamento urbano, governação local e participação comunitária.
O encontro de Quelimane pretende resultar num conjunto de recomendações práticas para reforçar a resiliência urbana no país, contribuindo para cidades mais seguras, organizadas e preparadas para responder a crises.
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