2 de março de 2026

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RESIDENTES DE JANGAMO DETIDOS POR DESTRUIÇÃO DE POSTES DE ENERGIA EM PROTESTO CONTRA FALTA DE ELECTRICIDADE

Vários residentes do distrito de Jangamo, na província de Inhambane, encontram-se detidos pelas autoridades, após a destruição de 12 postes de uma linha de média tensão, numa acção que tinha como objectivo paralisar o fornecimento de energia eléctrica a unidades hoteleiras localizadas no povoado de Maunze, na localidade de Massavane.

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Segundo informações confirmadas por fontes policiais, os cidadãos terão recorrido à vandalização da infra-estrutura eléctrica como forma de protesto contra a ausência prolongada de electricidade nas suas residências, situação que contrasta com o fornecimento regular de energia às estâncias turísticas da zona.

De acordo com o porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Inhambane, Adérito Hufumane, o incidente ocorreu no momento em que uma equipa técnica da Electricidade de Moçambique (EDM) se encontrava no terreno a realizar trabalhos de reposição da corrente eléctrica, interrompida na sequência da passagem do ciclone Gezani pela região.

“Enquanto a equipa da EDM procedia à reparação da linha danificada pelo ciclone, um grupo de moradores decidiu destruir deliberadamente os postes, alegando frustração pela demora na electrificação das suas casas”, explicou Hufumane, sublinhando que a acção colocou em causa a segurança pública e comprometeu seriamente os esforços de restabelecimento do serviço.

A EDM, por seu turno, condenou o acto e classificou-o como um grave atentado contra o património público e o desenvolvimento local. Em comunicado, a empresa esclareceu que vinha mantendo encontros regulares com a comunidade afectada, com o objectivo de explicar as razões técnicas e logísticas que têm condicionado o alargamento da rede eléctrica às residências.

A empresa pública avançou ainda que os prejuízos resultantes da destruição dos 12 postes estão avaliados em cerca de 500 mil meticais, valor que poderá aumentar caso sejam detectados danos adicionais ao longo da linha afectada. Segundo a EDM, esta situação irá atrasar ainda mais o processo de ligação de energia eléctrica às habitações da zona, prejudicando directamente a própria população que reivindicava o serviço.

Fontes locais indicam que a falta de energia tem sido uma preocupação recorrente em Massavane, sobretudo após eventos climáticos extremos que fragilizam as infra-estruturas, mas alertam que o recurso à violência e à sabotagem acaba por agravar os constrangimentos existentes.

As autoridades distritais e a polícia apelam à serenidade e ao diálogo como vias adequadas para a resolução de conflitos, defendendo que a vandalização de bens públicos compromete os esforços de desenvolvimento e expõe a comunidade a consequências legais.

“A destruição de infra-estruturas essenciais não resolve o problema. Pelo contrário, atrasa o desenvolvimento e penaliza toda a comunidade”, advertiu a PRM, reiterando que os detidos serão responsabilizados nos termos da lei.

O caso reacende o debate em torno da necessidade de reforço da comunicação entre instituições públicas e comunidades, sobretudo em zonas afectadas por calamidades naturais, onde as expectativas da população nem sempre acompanham os constrangimentos técnicos e financeiros enfrentados pelos prestadores de serviços públicos

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