10 de fevereiro de 2026

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Sofala: Dois camponeses detidos por abate de leopardo e tentativa de venda de troféus por 8 mil Meticais

Duas pessoas, de 38 e 45 anos, foram detidas no distrito de Dondo, província de Sofala, por suspeita de terem abatido um leopardo e de estarem na posse de partes do animal com intenções de comercialização ilegal. 

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Sofala anunciou que os detidos estavam na posse da pele do leopardo, bem como da respectiva mandíbula e 26 dentes, e alegadamente pretendiam vender estes troféus por um valor aproximado de 8 mil Meticais. 

Segundo a porta-voz do SERNIC em Sofala, Jossie Macamo, a detenção ocorreu na sequência de uma acção de investigação depois de surgirem informações de que indivíduos estariam a movimentar partes de fauna silvestre para venda clandestina. 

Durante o interrogatório, um dos indiciados afirmou que encontrou o leopardo debilitado no mato e que, alegadamente, achou que “devia obtê-lo”. Esta versão será sujeita a escrutínio pelas autoridades, uma vez que a caça e a posse de espécies protegidas constituem crime segundo a legislação moçambicana de conservação da natureza. 

O leopardo (Panthera pardus) é uma espécie protegida em Moçambique, cujo abate, captura ou comércio de partes do corpo é proibido sem autorização das autoridades competentes. Aprovadas para defender a biodiversidade e combater o tráfico ilegal de vida selvagem, estas normas visam preservar populações de predadores que já enfrentam pressão por perda de habitat e caça furtiva. 

Autoridades do SERNIC reforçaram que os detidos vão ser apresentados à instância judicial competente, onde responderão por crimes relacionados com abate e porte ilegal de espécie protegida, puníveis nos termos do Código Penal e das leis ambientais vigentes.

A acção policial integra-se nos esforços em curso para travar o comércio ilícito de troféus de caça e outras partes de fauna selvagem em Moçambique — um fenómeno que tem sido acompanhado de perto por entidades de conservação e segurança, devido ao seu impacto negativo sobre espécies ameaçadas e sobre o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais.

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