15 de janeiro de 2026

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TRÊS MOÇAMBICANOS DETIDOS NA ÁFRICA DO SUL POR ASSALTO A VIATURA E POSSE DE EXPLOSIVOS

Três cidadãos de nacionalidade moçambicana encontram-se detidos desde esta terça-feira na África do Sul, indiciados em crimes de assalto a viatura e posse ilegal de explosivos. A acção foi levada a cabo por uma unidade especializada de combate ao crime do Serviço de Polícia Sul-Africano (SAPS), na localidade informal de Snake Park, nas proximidades de Rustenburg, província do Noroeste.

A detenção resulta de um trabalho de inteligência policial que permitiu localizar dois dos suspeitos na posse de um veículo que havia sido sequestrado em Dezembro de 2025, na localidade informal de Bokamoso, igualmente situada em Rustenburg. Na sequência da abordagem e confirmação da origem ilícita da viatura, as autoridades aprofundaram as diligências, o que conduziu à identificação e captura de um terceiro indivíduo, também de nacionalidade moçambicana.

Durante a operação, este terceiro suspeito foi encontrado na posse de material explosivo, cuja proveniência e finalidade continuam a ser objecto de investigação pelas autoridades sul-africanas. A polícia não avançou, para já, detalhes sobre o tipo e a quantidade de explosivos apreendidos, limitando-se a confirmar que o material configura um risco sério à segurança pública.

Os três cidadãos irão comparecer esta quarta-feira, 7 de Janeiro de 2026, no Tribunal de Magistrados de Rustenburg, onde deverão responder pelos crimes de posse de veículo roubado e posse ilegal de explosivos. Segundo o SAPS, o processo encontra-se em fase inicial e novas acusações poderão ser acrescentadas à medida que as investigações prossigam.

As autoridades sul-africanas sublinham que o caso se enquadra nos esforços contínuos de combate ao crime organizado e transfronteiriço, num contexto em que redes criminosas actuam com mobilidade entre países da região. Do lado moçambicano, o caso reacende o debate sobre a vulnerabilidade de cidadãos emigrantes a redes criminais e a necessidade de reforço da cooperação policial regional.

Por ora, os suspeitos permanecem sob custódia policial, enquanto decorrem os procedimentos legais. O SAPS garante que continuará a agir “sem contemplações” contra indivíduos envolvidos em crimes violentos e na posse de material perigoso. Traduzindo em linguagem simples: a polícia chegou, apanhou e agora é o tribunal que fala.

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