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CHINA PROPÕE REFORMAS INOVADORAS PARA UMA GOVERNAÇÃO GLOBAL MAIS EFICAZ

 A China reafirmou o seu compromisso com a reforma do sistema de governação global, defendendo uma abordagem mais inclusiva, equitativa e centrada nas pessoas, em resposta aos desafios crescentes que caracterizam o mundo contemporâneo.

Num contexto em que alguns países ainda se prendem à lógica de que “a força faz o direito”, bloqueando a modernização das regras internacionais, a iniciativa chinesa propõe um novo paradigma. Problemas como a exploração de recursos dos fundos marinhos, o uso comercial das rotas marítimas polares, a gestão de recursos do espaço exterior e os fluxos transfronteiriços de dados continuam a evoluir rapidamente, enquanto as normas internacionais permanecem fragmentadas e insuficientes.

O Presidente Xi Jinping sublinhou que todos os países devem remar juntos no mesmo “navio” rumo a um futuro próspero, alertando para os riscos de políticas unilaterais que aumentam a fragmentação da governação global. “A ideia de atirar alguém ao mar é simplesmente inaceitável”, afirmou, defendendo que o destino da humanidade deve ser construído coletivamente.

A Iniciativa de Governação Global (IGG), lançada pela China, propõe cinco pilares fundamentais: igualdade soberana entre os Estados, respeito pelo Direito Internacional, prática do multilateralismo, enfoque no bem-estar das pessoas e ação concreta orientada para resultados tangíveis. A IGG pretende corrigir a sub-representação dos países do Sul Global, que detêm mais de 80% da população mundial, garantindo que todos os Estados possam participar na definição das regras internacionais e influenciar a governação global de forma equitativa.

No domínio ambiental, a China tem avançado de forma decisiva, implementando integralmente o Acordo de Paris e o Quadro Global de Biodiversidade de Kunming–Montreal, além de anunciar metas de Contribuições Nacionalmente Determinadas para 2035 e propor a criação de uma Parceria Global de Cooperação em Energia Limpa.

Em matéria digital, o país apresenta iniciativas como a Iniciativa Global para a Segurança dos Dados, a Iniciativa Global para a Governação da Inteligência Artificial e a Iniciativa Global de Cooperação sobre Fluxos Transfronteiriços de Dados, procurando garantir que a inovação tecnológica não se transforme num privilégio dos países ricos.

No campo económico e financeiro, a China defende reformas urgentes nas instituições multilaterais, fortalecendo a voz dos países em desenvolvimento. Paralelamente, promove mecanismos de cooperação como os BRICS, a Organização de Cooperação de Xangai, e fóruns de cooperação Sul–Sul, incluindo o Fórum China–África e o Fórum China–CELAC, dinamizando o redesenho da governação global.

A China reforça também o papel central das Nações Unidas, investindo no Fundo China–ONU para a Paz e o Desenvolvimento e colaborando na criação da Organização Internacional para a Mediação, com sede em Hong Kong, com o objetivo de consolidar a paz e a estabilidade globais através do Estado de Direito.

As quatro iniciativas globais propostas pelo Presidente Xi Jinping têm trazido estabilidade e previsibilidade a um mundo em constante transformação, demonstrando que o desenvolvimento da China está intrinsecamente ligado ao progresso mundial. O país compromete-se a continuar a trabalhar com todas as nações para reforçar a governação global, promovendo um mundo caracterizado por paz duradoura, segurança universal, prosperidade partilhada, abertura, inclusão e sustentabilidade ecológica.

Emuel Moisés

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