Quando Baciro Candé aceitou o convite do Costa do Sol, em Fevereiro, tinha plena consciência de que não entrava num projecto consolidado. Ainda assim, a dimensão real do desafio revelou-se mais profunda do que qualquer previsão inicial. O técnico guineense chegou a Maputo num cenário de emergência absoluta, chamado a conter uma crise instalada antes mesmo de a época ganhar tracção.
Dados divulgados pelo O DESAFIO indicam que a instabilidade começou cedo. Em Dezembro de 2024 por exemplo, a direcção liderada por Alberto Banze anunciara o português Nélson Santos como aposta estratégica para o futuro do clube. Contudo, de forma inesperada, o treinador abandonou o cargo no início de Janeiro, deixando o plantel sem liderança técnica, com o planeamento comprometido e um vazio estrutural difícil de colmatar em plena pré-época.
Perante este quadro, a direcção procurava mais do que um treinador: precisava de um gestor de crise. Baciro Candé surgiu como resposta imediata e o acordo foi rubricado a 17 de Fevereiro. Contrato curto, missão pesada. Herdou uma equipa desenhada por outro técnico, sem tempo para revoluções, com a obrigação clara de estabilizar o balneário e manter o Costa do Sol competitivo no Moçambola.
Ao longo do período em que esteve à frente dos “canarinhos”, Candé procurou devolver equilíbrio, organização e sentido competitivo a um conjunto que navegava em águas turbulentas. Sem promessas grandiosas, trabalhou com pragmatismo, focado em resultados e na sobrevivência desportiva da equipa numa época marcada por sobressaltos.
Com o contrato a expirar a 30 de Novembro, a direcção decidiu não avançar para a renovação e preparar, desde já, um novo ciclo técnico. É neste contexto que surge o nome de Horácio Gonçalves como um dos principais candidatos a assumir o comando técnico do Costa do Sol na próxima temporada.
A informação foi confirmada pelo presidente do clube, Alberto Banze, que revelou que o treinador português integra uma lista de sete nomes actualmente em avaliação. Segundo o dirigente, o processo ainda não está fechado, uma vez que a direcção aguarda respostas formais antes de avançar para a escolha final.
Apesar da cautela institucional, o eventual regresso de Horácio Gonçalves é visto internamente como um cenário forte. O seu histórico no clube pesa, sobretudo a conquista do Moçambola em 2019, título que marcou uma das fases mais sólidas e organizadas do Costa do Sol nos últimos anos. Conhecimento do contexto local, exigência competitiva e resultados comprovados jogam a seu favor.
A decisão final deverá ser tomada nas próximas semanas, mas uma coisa é clara: o Costa do Sol quer virar a página da instabilidade e regressar a um modelo mais previsível, ambicioso e alinhado com a sua tradição. Baciro Candé cumpriu o papel para o qual foi chamado — apagar o incêndio. Agora, a direcção quer alguém para reconstruir a casa.
Futebol é isto mesmo: quem chega para resolver urgências raramente fica para colher os louros. O Costa do Sol segue em frente. O próximo passo será escolher quem tem perfil para liderar o novo ciclo. E, desta vez, sem margem para improvisos.
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