Os jornalistas e demais trabalhadores do jornal Diário de Moçambique, com sede na cidade da Beira, província de Sofala, paralisaram, a partir desta segunda-feira, todas as actividades laborais por um período inicial de sete dias.
A decisão foi tornada pública através de um comunicado conjunto dos Comités Sindicais e do SINTIQUIAF, no qual os trabalhadores exigem o pagamento incondicional dos salários em atraso, correspondentes aos meses de Outubro, Novembro e Dezembro do ano passado.
De acordo com o documento, a paralisação surge depois de várias tentativas frustradas de diálogo com a entidade gestora do jornal, sem que houvesse uma solução concreta para a regularização dos vencimentos. Os trabalhadores afirmam que a situação se tornou insustentável, afectando directamente a sua sobrevivência e a das suas famílias.
Os sindicatos alertam ainda que a greve poderá ser prorrogada por tempo indeterminado, caso a reivindicação da classe não seja satisfeita na íntegra, sublinhando que o pagamento parcial dos salários não resolverá o problema.
A paralisação já se faz sentir na produção do jornal, com a suspensão da edição impressa e das demais plataformas informativas, numa altura em que o país enfrenta vários desafios sociais, políticos e económicos que exigem informação regular e de qualidade.
Refira-se que a gestão do Diário de Moçambique foi concessionada pelo Estado ao Grupo Académica há cerca de 25 anos, no âmbito do processo de reestruturação das empresas públicas de comunicação social. Desde então, o jornal tem atravessado períodos de instabilidade financeira, com impactos recorrentes nas condições de trabalho dos seus profissionais.
Até ao momento, a direcção do jornal não se pronunciou oficialmente sobre a paralisação nem sobre os prazos para a regularização dos salários em atraso.
O caso volta a levantar o debate sobre a precariedade laboral no sector da comunicação social em Moçambique, onde muitos profissionais continuam a trabalhar sem garantias mínimas, apesar do papel central da imprensa na democracia.
Jornalismo não se faz de estômago vazio. Informação exige dignidade — e salário em dia.
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