O Ministério da Saúde (MISAU) confirmou que, nas últimas quatro semanas, Moçambique tem registado um aumento de casos de infecções respiratórias agudas, vulgarmente conhecidas por síndromes gripais. Apesar da subida no número de notificações, as autoridades garantem que a maioria dos casos é de natureza leve e não há registo de aumento da gravidade da doença.
Segundo dados divulgados pelo sector da Saúde, a maior parte das infecções actualmente em circulação é provocada pelo vírus da Influenza, dentro do padrão considerado normal para esta época do ano. A situação, ainda que sob vigilância permanente, não configura, para já, qualquer cenário de alarme epidemiológico.
O MISAU recorda que, em Moçambique, as infecções respiratórias agudas ocorrem ao longo de todo o ano, mas apresentam dois períodos de maior incidência:
De Dezembro a Abril, com pico em Março;
De Junho a Setembro, com pico em Agosto.
Estes períodos estão associados às mudanças climáticas, maior circulação de pessoas em espaços fechados e queda das temperaturas, factores que favorecem a propagação de vírus respiratórios.
Perante o actual cenário, o MISAU reforça o apelo à população para não baixar a guarda e cumprir rigorosamente as medidas básicas de prevenção, nomeadamente:
Etiqueta da tosse (tapar a boca ao tossir ou espirrar);
Higiene individual e colectiva;
Lavagem frequente das mãos com água e sabão;
Uso de máscara em caso de sintomas respiratórios.
As autoridades sublinham que estas medidas, simples mas eficazes, continuam a ser a linha da frente na protecção das famílias e na contenção da propagação do vírus.
O Ministério da Saúde assegura que o País dispõe de um Sistema de Vigilância Laboratorial e Genómica da Síndrome Gripal, através do qual acompanha, em tempo real, a evolução dos casos, a circulação dos vírus e possíveis mutações.
“O MISAU continuará a monitorar de forma contínua a situação e irá actualizar regularmente a população sempre que houver mudanças relevantes”, refere o comunicado oficial.
As autoridades de Saúde deixam uma mensagem directa: não há motivo para pânico, mas é fundamental que cada cidadão assuma a sua quota de responsabilidade. A gripe não é novidade, já faz parte do nosso calendário, mas negligência é que nunca pode ser normalizada.
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