A informação foi avançada pelo Secretário de Estado na província de Gaza, Jaime Neto, à margem de uma conferência sobre redução do risco de desastres e resiliência, realizada na cidade de Maputo.
Segundo o governante, a província está particularmente exposta a fenómenos climáticos extremos, sendo que os dados disponíveis apontam para possíveis impactos em distritos como Chigubo, Massangena e Mandlakazi.
Jaime Neto explicou que a falta de água poderá afectar não apenas o consumo humano e a disponibilidade de alimentos, mas também a criação de gado bovino, uma das principais fontes de subsistência de muitas famílias da província.
O governante manifestou preocupação com os possíveis efeitos da seca sobre os meios de sobrevivência das comunidades, advertindo que o agravamento da escassez de água e de alimentos poderá aumentar a vulnerabilidade das populações.
Governo incentiva armazenamento de alimentos e identificação de fontes de água
Entre as medidas preventivas em curso, Jaime Neto destacou a sensibilização das comunidades para a conservação de mantimentos, de modo a garantir reservas alimentares durante períodos de maior escassez.
As comunidades estão igualmente a ser orientadas a identificar antecipadamente locais onde exista disponibilidade de água, para permitir a deslocação do gado em caso de agravamento da seca.
A medida procura reduzir os riscos de perda de animais, tendo em conta a importância da actividade pecuária para a economia familiar e para a segurança alimentar na província.
No sector agrícola, o Governo está a incentivar a adopção de culturas mais resistentes à seca, com destaque para a mandioca, como parte dos esforços para reduzir os impactos da irregularidade das chuvas e da escassez hídrica.
Partilha de experiências para reforçar a prevenção
Jaime Neto considerou importante a participação de Gaza em encontros de âmbito nacional e internacional dedicados à gestão do risco de desastres, por permitirem conhecer experiências e soluções aplicadas noutros países para enfrentar situações de seca.
Apesar das medidas em preparação, o governante reconheceu que ainda existe incerteza quanto à intensidade dos efeitos que o fenómeno poderá provocar.
A preparação antecipada das comunidades, a gestão dos recursos hídricos, a conservação de alimentos e a adopção de culturas resilientes constituem, assim, algumas das prioridades apontadas pelo Governo provincial para reduzir a exposição das populações aos possíveis impactos climáticos.
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