A República de Moçambique e a República do Uganda assinaram, na última segunda-feira, 02 de Março, um Memorando de Entendimento sobre Cooperação no Domínio da Defesa, instrumento jurídico que vem consolidar as relações bilaterais no sector da segurança e defesa entre os dois Estados.
O acto oficial teve lugar em Maputo e foi testemunhado pelo Ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Artur Chume, e pela Ministra de Estado para a Defesa e Assuntos de Veteranos do Uganda, Oleru Huda Abason, além de oficiais generais, superiores e subalternos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e das Forças de Defesa do Uganda, bem como membros das delegações técnicas de ambos os países.
Na sua intervenção, o governante moçambicano sublinhou que o memorando ora rubricado resulta de um processo de diálogo técnico aprofundado entre especialistas das duas nações, visando estabelecer bases claras para a cooperação estruturada no domínio da defesa. Destacou que o instrumento reflecte a maturidade das relações político-diplomáticas entre Maputo e Kampala, ancoradas em laços históricos de solidariedade e apoio mútuo.
Por seu turno, a Ministra ugandesa evocou os vínculos históricos que remontam aos anos setenta, período em que Moçambique apoiou os movimentos de libertação em África, incluindo iniciativas ligadas ao processo político ugandês. Frisou que o entendimento agora formalizado abre espaço para uma cooperação mais dinâmica nas áreas de formação militar, intercâmbio académico, indústria de defesa, partilha de informação estratégica e gestão de desastres.
Segundo fontes do sector da Defesa, o acordo prevê igualmente acções conjuntas no domínio da capacitação institucional, exercícios combinados, troca de experiências operacionais e coordenação no combate ao terrorismo e a outras ameaças transnacionais que afectam a estabilidade regional. Tanto Moçambique como o Uganda enfrentam desafios ligados à segurança interna e ao extremismo violento, o que torna estratégica a articulação entre as respectivas forças de defesa.
O documento enquadra-se no esforço mais amplo de fortalecimento da cooperação Sul-Sul e do espírito do pan-africanismo, assente nos princípios de soberania, não ingerência e respeito mútuo. Analistas consideram que a assinatura deste memorando representa um passo consistente na diplomacia de defesa moçambicana, numa altura em que o país aposta na modernização das suas capacidades militares e na consolidação de parcerias regionais e continentais.
No encerramento da cerimónia, as autoridades reiteraram o compromisso de assegurar a implementação efectiva do acordo, com resultados tangíveis que contribuam para a paz, estabilidade e desenvolvimento sustentável dos dois países e da região africana em geral.
Com este entendimento, Maputo e Kampala reafirmam que a cooperação militar não é apenas um instrumento de segurança, mas também uma plataforma estratégica para reforçar a confiança política e a integração africana.
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