A informação foi avançada por Paulo Tomás, porta-voz do INGD, à margem da Conferência Internacional sobre Redução do Risco de Desastres e Resiliência em África, realizada em Maputo.
Segundo o responsável, uma das primeiras medidas adoptadas consistiu em garantir que as comunidades tenham acesso atempado à informação sobre os riscos climáticos e as medidas de prevenção que devem observar.
Neste processo, o INGD conta com a participação dos Comités Locais de Gestão do Risco de Desastres e das rádios comunitárias, que desempenham um papel importante na disseminação de mensagens preventivas, incluindo nas línguas locais.
A abordagem abrange diferentes sectores, nomeadamente agricultura, saúde, educação, água e saneamento, tendo em conta os possíveis efeitos dos fenómenos climáticos sobre os serviços essenciais e os meios de subsistência das populações.
Plano de Contingência em fase de consolidação
Em relação às necessidades de assistência humanitária e ao número de pessoas que poderão ser afectadas, Paulo Tomás explicou que o Plano Nacional de Contingência para a época chuvosa se encontra em fase de consolidação ao nível central, depois de um processo de elaboração iniciado na base.
De acordo com o porta-voz, o documento deverá estabelecer as necessidades em recursos humanos, materiais e financeiros para preparar a resposta aos possíveis impactos da época chuvosa.
O responsável acrescentou que os cenários climáticos estão a ser integrados no plano, de modo a permitir a identificação das populações potencialmente afectadas e dos recursos necessários para responder às suas necessidades.
Na altura da entrevista, Paulo Tomás indicou que se previa a aprovação do documento ainda durante o mês de Outubro de 2026, após a sua submissão aos órgãos competentes para apreciação e decisão.
A divulgação de números concretos sobre as pessoas potencialmente afectadas e as necessidades de apoio humanitário ficaria, assim, dependente da consolidação dos cenários e da aprovação do plano.
A preparação antecipada é particularmente relevante para Moçambique, país exposto a ciclones tropicais, cheias e secas, fenómenos que podem afectar infra-estruturas, actividades económicas e comunidades vulneráveis.
O INGD procura, através da articulação institucional e da disseminação de informação preventiva, reforçar a preparação das comunidades e reduzir os riscos associados à próxima época chuvosa.
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