O ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, revelou no parlamento, nesta quarta-feira (10), que a fragilidade dos mecanismos de recrutamento para as fileiras da Polícia da República de Moçambique pode estar no centro do envolvimento de agentes da PRM em esquemas de rapto registados no país em 2025.
Moçambique registou dez casos de rapto entre Janeiro e Dezembro, dos quais sete ocorreram na cidade de Maputo, dois na província de Maputo e um em Gaza. As autoridades já esclareceram nove dos dez casos, resultando na detenção de 18 suspeitos, todos de nacionalidade moçambicana e desmantelados os respectivos cativeiros. Um caso ainda continua em investigação por parte das autoridades.
Segundo Chume, as investigações apontam para a existência de agentes infiltrados que, contrariando o seu juramento, têm recorrido à utilização indevida de armamento policial, chegando mesmo a alugar armas a grupos criminosos. Esta prática, de acordo com palavras do titular da pasta de defesa, fortalece a acção dos malfeitores e expande as redes de rapto e tantos outros tipos legais de crimes no país.
O ministro foi contundente ao afirmar que a origem do problema pode residir nos processos paralelos e clandestinos de recrutamento, que abrem espaço para a corrupção e permitem a entrada de indivíduos sem perfil adequado para servir nas forças de defesa e segurança.
Face ao contexto, o Governo compromete-se a reforçar a supervisão, reestruturar os mecanismos de ingresso às fileiras e impor maior rigor nos processos internos, de forma a eliminar infiltrações e restaurar a credibilidade das instituições de segurança pública.
Cristóvão Chume, Ministro da Defesa Nacional, falava na manhã desta quarta-feira dez de dezembro, na Assembleia da Republica.
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