O empresário italiano Umberto Sartori Vidock, proprietário do complexo residencial Kaya Kwanga, foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (15), nas instalações da BO, cadeia de Máxima Segurança da Machava, na província de Maputo, em circunstâncias ainda não esclarecidas pelas autoridades moçambicanas.
A informação foi avançada inicialmente pelo jornal digital Carta MZ e replicada por vários órgãos de comunicação nacionais. Até ao momento, o Serviço Nacional Penitenciário e o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) ainda não divulgaram um pronunciamento oficial sobre as causas da morte. Fontes próximas do caso apontam, entretanto, para suspeitas de um eventual suicídio, hipótese que deverá ser esclarecida através de exames periciais e da investigação em curso.
Sartori encontrava-se detido desde Abril deste ano, no âmbito de uma megaoperação conduzida pelo SERNIC na cidade de Maputo, que visava o combate ao crime organizado e ao narcotráfico transnacional. O empresário era apontado pelas autoridades como um dos suspeitos de integrar uma alegada rede ligada ao tráfico internacional de drogas, com possíveis conexões ao cartel mexicano de Sinaloa.
Durante a operação, realizada no complexo Kaya Kwanga e noutros imóveis de luxo na capital do país, foram igualmente detidos cidadãos moçambicanos e estrangeiros suspeitos de envolvimento em branqueamento de capitais, falsificação de documentos e associação criminosa. As autoridades apreenderam armas de fogo, munições, computadores, telemóveis e diversos documentos considerados relevantes para o processo investigativo.
Radicado em Moçambique há mais de três décadas, Sartori era uma figura conhecida no ramo imobiliário e turístico, sobretudo na cidade de Maputo, onde o complexo Kaya Kwanga ganhou notoriedade entre empresários, expatriados e turistas.
Nos últimos dias, circulavam informações nas redes sociais indicando que o empresário enfrentava problemas de saúde e alegadamente estaria em greve de fome enquanto aguardava o desenrolar do processo judicial. Contudo, estas informações nunca chegaram a ser oficialmente confirmadas pelas autoridades.
A morte de Umberto Sartori surge numa altura em que o caso continuava a gerar forte atenção pública, devido à dimensão da operação policial e às alegadas ligações internacionais da rede investigada. Espera-se que nas próximas horas as autoridades moçambicanas avancem com esclarecimentos oficiais sobre o sucedido.
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